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Análise de qualidade e potabilidade da água do condomínio

Qual a periodicidade e quais requisitos o síndico(a) e administradora do condomínio devem considerar para contratar o serviço?


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Análise de potabilidade da água

Entre as inúmeras responsabilidades do síndico(a), garantir a qualidade da água nos reservatórios do condomínio é um item muito importante, que as vezes pode ficar esquecido. A água é um elemento essencial para a vida e para o condomínio, tendo papel fundamental no nosso corpo como a dissolução e transporte de substâncias e controle térmico, além de ser fundamental também para os vegetais, e no caso dos condomínios, os seus jardins. Os seres vivos dependem de um contato incessante com a água para sua sobrevivência. Tomando os humanos como exemplo, um indivíduo adulto ingere cerca de dois litros de água por dia, cifra que representa aproximadamente 3% de seu peso corporal.


A análise da água de caixas d'água, reservatórios e poço artesiano é uma responsabilidade de quem o administra, e garante a segurança do uso e consumo da água em condomínios. O serviço é essencial para manter a qualidade da água e evitar a proliferação de doenças. A análise da água é o primeiro passo para executar medidas corretivas eventualmente necessárias, e ela garante que a água é segura para consumo.


A análise da água do condomínio exige uma série de testes, para avaliar padrões e parâmetros que dirão se a água analisada é potável. Essa condição, chamada portabilidade, é observada quando a água tem qualidades que permitem o seu consumo e não prejudica a saúde de moradores, visitantes e funcionários. Entre as possíveis contaminações, podemos destacar dengue, leptospirose, esquistossomose, conjuntivites, hepatite A e enfermidades gastrointestinais causadoras de diarreia, vômito e outros sintomas potencialmente graves, especialmente em crianças e idosos.


A análise é essencial para evitar a proliferação de doenças, e o resultado pode sair em até 15 dias. O teste de qualidade e potabilidade da água, é uma manutenção periódica de responsabilidade do síndico(a), mas o zelador ou a administradora do condomínio podem ajudar a controlar o seu vencimento. Após a emissão do laudo de qualidade/potabilidade por empresa certificada, o mesmo deve ser compartilhado com todos os condôminos.

 


Limpeza dos reservatórios e caixas d’água


Mesmo com o tratamento da concessionária de distribuição de água (Sabesp) conforme padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde, a análise de potabilidade precisa ser realizada diretamente no condomínio. Após sair da Sabesp a água pode sofrer algum tipo de contaminação durante o armazenamento ou nos ramais de distribuição do condomínio, se as caixas d’água ficarem longos períodos sem limpeza ou se estiverem danificadas. Caixas d’água sem vedação ou tampas danificadas podem favorecer a entrada de insetos, ratos, rãs, lagartixas, pássaros, e por consequência conter as fezes destes animais.


Os reservatórios inferiores do condomínio, também merecem o cuidado do síndico(a), principalmente os subterrâneos e poços artesianos. Onde podem ocorrer infiltrações ou acúmulos de resíduos nas paredes, que contaminam a água e favorecem a proliferação de bactérias nocivas à saúde dos moradores, visitantes e funcionários.



Com que periodicidade a análise deve ser realizada?


De acordo com Decreto Estadual Nº 12.342-1978, o Síndico é responsável por garantir a limpeza das caixas d’água do condomínio semestralmente, seja ele comercial ou residencial. Em grandes edificações de condomínios residenciais ou comerciais o uso da água é bastante diverso como: tomar banho, limpeza, cozinhar, higienização de alimentos, beber, lavar as mãos, rega de plantas, etc. Todos estes usos são afetados pela qualidade da água que é distribuída.


Entre os pontos críticos de consumo podemos citar o cavalete, caixa d’água, torneiras da cozinha, e quando existe, poços artesianos antes e depois do sistema de tratamento. A administradora do condomínio deve orçar a análise semestral de potabilidade da água, contemplando os pontos críticos de consumo, que pela falta de higiene possam representar riscos para os moradores, visitantes e funcionários. A fiscalização da qualidade de água oferecida pelo condomínio, é feita pela vigilância sanitária.

 


Como é realizada a análise de potabilidade da água?


Além da limpeza dos reservatórios e caixas d’água a cada 6 meses, é preciso fazer a análise de qualidade e potabilidade da água. Nos condomínios onde existem poços artesianos, a recomendação é analisar não só a água que dos reservatórios, mas também a água oriunda do poço.


O procedimento varia de acordo com cada laboratório, mas de forma geral, exige cuidados para se evitar eventuais contaminações e perdas e, de tal forma, garantir a integridade da amostra a ser analisada. O serviço identifica a presença de bactérias e elementos nocivos aos condôminos. Esta avaliação garante que a qualidade da água segue os padrões definidos pelo Ministério da Saúde (Portaria 2914/2011). A administradora do condomínio tem o dever de auxiliar o síndico(a) na busca e contratação de empresa especializada, e o zelador tem o dever de acompanhar o serviço de coleta.


Durante a análise de potabilidade a água passa por testes de parâmetros físicos, químicos, biológicos, orgânicos e/ou inorgânicos (determinados pelo Ministério da Saúde, por meio de portaria governamental), que permitem aos técnicos observar a presença de bactérias nocivas, os níveis de salinidade, turbidez e acidez. Existe um limite máximo para cada componente químico, casa algum componente da água esteja a cima do imites das normas, a água do condomínio não passa no teste de qualidade.

Os testes permitem avaliar também, a presença de microrganismos potencialmente patogênicos causadores de doenças, e as características visuais da água, pois ela deve ser incolor (sem cor), inodora (sem cheiro) e insípida (sem sabor).


Entre as análises de potabilidade, constam:

– pH;

– Coliformes totais;

– Bactérias heterotróficas;

– Cloro Residual Livre;

– Escherichia coli.


A análise identifica possíveis oscilações da qualidade da água entregue pela concessionária de distribuição de água (Sabesp). Também ajuda o administrador condominial a monitorar a qualidade da água advinda de poços artesianos e captar possíveis contaminantes do solo, como, por exemplo, os compostos BTEX (grupo de compostos formado pelos hidrocarbonetos: benzeno, tolueno, etil-benzeno e os xilenos), que podem advir de vazamentos de postos distribuidores de combustíveis próximos aos poços artesianos, que são prejudiciais à saúde dos condôminos. Além de verificar a presença de bactérias potencialmente patogênicas e outros componentes químicos nocivos.

 


Como são feitas a coleta e a amostragem?


Os técnicos que coletam a água do condomínio para análise, devem estar devidamente paramentados com equipamentos de proteção individual (EPI’s) como jaleco, touca, luvas e máscaras. Além de possuir os equipamentos corretos, eles precisam seguir rigorosos procedimentos de amostragem, para se evitar eventuais contaminações e perdas e, de tal forma, garantir a integridade da amostra a ser analisada. A parte externa do ponto de coleta deve ser sanitizada com álcool 70%, com uma gaze, deixando a água correr por cerca de 1 a 2 minutos. Para coletar a água de reservatórios, os técnicos utilizam um balde de inox estéril.


Quando uma coleta é realizada, diversos frascos são utilizados, sendo que cada frasco é específico para um determinado tipo de análise. Estes devem estar limpos, estéreis e só poderão ser abertos no momento de sua utilização, pelo tempo necessário para seu preenchimento, devendo ser fechados imediatamente após a coleta. As amostras devem ser mantidas em uma temperatura entre 21° e 25°C. Além disso, análises como as de cloro livre e de pH devem ser realizadas no momento da coleta. Após a coleta no condomínio, as amostras devem ser acondicionadas adequadamente em caixa térmica, com uma quantidade de gelo adequada para manter as amostras refrigeradas para seu transporte e a temperatura deve ser mantida até o momento da análise da amostra.

 


Benefícios de analisar a qualidade da água com frequência.


Outro benefício que a análise de água traz para o condomínio, é a prevenção de infiltrações prováveis. Muitos síndicos e administradores de condomínio não sabem, mas a análise da água pode detectar a concentração de ferro e manganês na água, elementos que estão relacionados diretamente com as famosas “ferrugens”, que provocam vazamentos nas tubulações hidráulicas. Antecipar-se aos problemas é uma das vantagens do monitoramento da água, além de cumprir com as legislações vigentes.

 


Quais medidas tomar se a água do condomínio não passar nos testes?


Caso a água de um condomínio não passe no teste de qualidade, alguns procedimentos devem ser adotados pelo gestor condominial. As medidas corretivas quanto à qualidade da água, dependem do que foi apontado pelos testes realizados. Em geral, as empresas que realizam o teste de potabilidade, também prestam consultoria ao condomínio, na identificação e solução das causas dos problemas identificados. Muitas vezes, uma lavagem correta os reservatórios, soluciona o problema.

 


A Lei nº 3.718/1983 determina a obrigatoriedade de análises periódicas em estabelecimento comerciais, hospitalares, de ensino, industriais e condomínios. Ainda segundo esta lei, a análise da água só pode ser realizada por empresas credenciadas, que disponham de laboratório próprio, e que respeitem os requisitos estabelecidos pela Secretaria da Saúde. O descumprimento desta lei, sujeitará o infrator às penalidades previstas na legislação sanitária.


A água é fundamental para a vida dos moradores e plantas dos jardins e áreas comuns. O teste de qualidade e potabilidade da água de caixas d'água, reservatórios e poço artesiano, é uma responsabilidade do síndico(a), mas o zelador ou a administradora do condomínio, podem ajudar a controlar a sua realização periódica. O serviço é essencial para manter a qualidade da água e evitar a proliferação de doenças dentro do condomínio. A qualidade de vida das pessoas está diretamente relacionada à qualidade da água que estas pessoas têm acesso.


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